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BUCHADA DO SIRIDÓ

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@Arysson Soares No sertão fomos e somos criados mais ou menos assim, comendo tudo do bom e melhor, nada de coisas estranhas e sim de iguarias nossas, cujo sabor vem no mais íntimo do paladar sertanejo. Quem nasceu e criou-se no Siridó, sabe com vários metros de distância o cheiro, o gosto, o sabor de sua culinária. Aqui nossos avós, pais e familiares cultivaram e ainda cultivam o mais fino e apurado bom gosto pela arte e pela culinária. Certa vez 3 visitantes interrogaram! Peraí pq é que a buchada de vcs são diferentes? Aí olhei pra um, pra outro e adiante pra o de detrás. Criaturas! Mamãe dizia que buchada boa e bem feita tem que ser de um carneiro bom, cujo animal deveria passar por uma espécie de pó preparação até o ponto final ou seja o carneiro tem que ser engordado com pasto bom, capim, aqui e acolá um punhado de milho, vez por outra um cheiro de ração, uma pitada de sal e rama de batata ou até mesmo batata cortada no ponto. Depois de gordo, a criação na véspera de se...

O VÉI CLEMENTE DA TIMBAÚBA

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O VÉI CLEMENTE DA TIMBAÚBA  @Arysson Soares O patriarca Clemente de Araújo Pereira nasceu na Fazenda Timbaúba, ( hoje Timbaúba dos Batistas), em 05 de setembro de 1848. Filho legítimo de Manoel de Araújo Pereira (1815 - 1870)  e de Ana Maria da Conceição, conhecida por Dinha (1823 - 1894). O patriarca teve sua infância na sua terra natal, a fazenda Timbaúba;  convivendo com seus pais, tios, avós, irmãos e familiares.  Clemente casou-se com Ana Francelina de Brito em 19 de Julho de 1871,  que era filha de Manoel Pereira Torres e Isabel Francelina de Brito. Aninha de Brito nasceu em 17 de novembro de 1854.  O casal teve 15 filhos, dos quais 14 sobreviveram.  Clemente foi um homem imbatível. Conseguiu seu espaço e no seu tempo  transformar a sua propriedade rural Riacho da Volta numa propriedade  agrícola produtiva, próspera desenvolvida para seus filhos, netos e bisnetos. Graças a ajuda de seus escravos, esposa e seus filhos maiores...

O Cangaço Nas Terras do Siridó.

O Cangaceiro Chico Coito @Arysson Soares Nos sertões do Siridó antes de 1900 apareceu uma figura conhecida por Chico, alto, franzinho do corpo, cabelos puxado a ruim, moreno escuro diziam ser preto claro. Pois bem o mesmo foi recebido do Saco do Martins pelo Coronel João Damasceno (Bode Preto) patriarca dos Lopes de Caicó e Jucurutu dentre eles Florânia e vizinhanças. O Coronel cuidou em fazer uma reunião com Chico e disse Negro Velho vc agora chamará Chico Coito devido vc vai tomar conta das coisas ocultas da Família. Chico Coito cuidou em butar tucaia, fazer fazer picadas nos entre serras, montar esquema pesado nas Fazendas, dentre das providências era sondar quem era os ladrões de animais, gado e miúnças desta freguesia. Lá pra tantas viram que Chico daria pra ser o capanga mor do Bode Preto, patente que foi logo acrescida de cangaceiro, de pitoleiro e pra alguns de Coiteiro mesmo. Existia no Saco do Martins uma furna profunda de ladeira baixo, era uma espécie de poço de pedras pr...